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.- A ÁRVORE QUE O SÁBIO VÊ, NÃO É A MESMA ÁRVORE QUE O TOLO VÊ! William Blake, londrino, 1800.
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sábado, 7 de maio de 2011

Código Florestal Brasileiro; a batalha que está sendo travada


Anivaldo Miranda

A batalha que está sendo travada em torno da votação da nova
versão do Código Florestal Brasileiro não é, como grande parte da mídia temapresentado, uma simples pendenga entre ruralistas que supostamente querem
produzir e ambienta
listas que querem fanaticamente preservar. Acreditar nisso
seria legitimar aqueles que, apressados por conta de interesses que não emergem
à superfície da polêmica, pretendem travestir-se em conciliadores para, em
verdade, promover mudanças na
legislação ambiental que remetem o Brasil a um
passado do qual nós deveríamos nos afastar.

Para muito além das razões de ordem ambiental, essa é uma
batalha entre modelos de desenvolvimento, entre um século que se foi e o novoque se inicia, entre atraso e modernidade, entre a agricultura e pecuária
extensivas, fartamente subsidiadas, em boa escala de baixa produtividade,
predatórias em termos de recursos hídricos, altamente impactantes no que se
refere ao uso do solo e a proposta de uma nova agricultura moderna, intensiva,
sustentável, democrática em termos de distribuição de terras, água, tecnologia,
cooperação e ganhos.
Há no Brasil milhões de hectares de terras que foram
criminosamente degradadas, abandonadas ou mal aproveitadas e que tranquilamente
resolveriam qualquer impasse em termos de espaço para produzir. E há milhões e
milhões de hectares produtivos cujo desempenho poderá ser infinitamente
potencializado, desde que se invista em conhecimento e tecnologia e que sejam
assegurados os ecossistemas que prestam serviços ambientais fundamentais para o
próprio desempenho sustentável da produção agrícola.
Quando ambientalistas, cientistas, técn
icos, movimentos sociais
e até determinados setores produtivos defendem a essência do atual Código
Florestal, fazem-no não apenas movidos por razões estritamente ecológicas, de
equilíbrio ambiental. Como uma coisa é consequência da outra, fazem-no sim,
porque além de tudo isso, as disposições do Código atual são importantes,
decisivas para manter condições naturais bem mais favoráveis à própria atividade
agrícola.
Preservar encostas e topos de morros florestados, vegetação
ciliar ao longo dos rios e demais corpos hídricos, assegurar a reserva legal de
cada propriedade e proteger grandes biomas como a Floresta Amazônica, o Cerrado,
a Mata Atlântica, o Pantanal e a Caatin
ga, não é bom apenas para a
biodiversidade e a paisagem. É muito mais do que isso. É essencial para manter
um regime de chuvas mais favorável, garantir maior regularidade na oferta
hídrica, proteger solos agricultáveis, evitar erosão e desertificação, preservar
a integridade de processos naturais como a polinização, diminuir a incidência de
pragas e promover uma infinidade d
e outros serviços ambientais. Se a grande maioria dos produtores agrícolas deixarem de agir
pensando apenas em seu próprio umbigo e se derem conta do enorme ganho coletivo
que poderão ter abraçando os novos conceitos da economia avançada e sustentável,
tecnologicamente sofisticada e altamente agregada de valores, a vontade e
determinação de detonar o Código Florestal se resumirá à minoria que, de fato,
tem a ganhar hoje com essa cruzada reacionária e gananciosa dos que ganham
derrubando florestas e se apossando de terras públicas para fazer a festa de
madeireiras piratas, das multinacionais da carne exportada, da celulose e dos
que querem manter o Brasil eternamente exportador de commodities baratas,
perdendo, assim, a oportunidade h
istórica de se transformar na maior potência
verde do planeta e do futuro que já começou.
Entramos já numa época de fenômenos climáticos extremos, onde
secas se alternarão cada vez mais com enchentes e outros eventos dramáticos. Daí
que preservar as conquistas do Código Florestal seja não apenas do interesse do
mundo rural. Sem matas ciliares preservadas e encostas e topos de morros
protegidos, o rosário de destruição de c
idades e vilarejos continuará se
expandindo, ainda que medidas corajosas para o melhor uso e ocupação do solo
urbano venham a ser adotadas.
O Código Florestal não é um livro sagrado como a Bíblia ou o
Alcorão. Pode e deve ser melhorado. Mas nunca mutilado com as pegadinhas que o
deputado Aldo Rebelo em má hora se dispôs a colocar em seu substitutivo para
servir a visões geopolíticas e agrícolas ultrapassadas. A rigor o debate do
Código mereceria muito mais tempo e mais seriedade em sua condução. Os que
pressionam, no Congresso Nacional, pela rápida votação em plenário do monstrengo
que produziram em nome de uma falsa demanda do setor produtivo agrícola, sabem
que o tempo trabalha em desfavor de sua campanha raivosa contra os avanços e
conquistas da legislação ambiental brasileira. Daí a urgência e importância,
para a opinião pública, que as coisas sejam melhor esclarecidas para evitar um
retrocesso que irá afetar os interesses mais estratégicos do Brasil.
Obrigado Gabriel Bertran

terça-feira, 21 de setembro de 2010

21 de setembro, dia da árvore



Juju, minha netinha querida, com seus cinco aninhos e por iniciativa própria, hoje, ao caminho da escola fez questão de presentear o vovô com seu primeiro texto capeado pelo desenho seu ,abraçando uma árvore, sob os olhares do papai e da mamãe.

Hoje, dia da Árvore, nos 5564 municípios do Brasil prestam-se homenagens àquela que nos permite a vida . A Vovó também não foi esquecida e presente idêntico lhe foi oferecido. Esta é a recompensa pelos valores transmitidos desde o berço. Os cogumelos (Pequeno Príncipe) não são agraciados com estas bênçãos. Obrigado Senhor.

Todas as escolas, órgãos públicos, os donos do meio ambiente, políticos & cia, ao som de banda de música, portando bandeiras, saem a campo, levando inocentes criancinhas, as quais acreditam na sinceridade destes, depositando mudas de arbustos, alguns plantam até mudas de árvores, no solo despreparado, cova rasa e diminuto diâmetro. Também este é o momento certo de agradecer ao escritor Dr. Francisco Piorino Filho pelo presente deste seu livro, com dedicatória. Obrigado Mestre e parabéns por divulgar Brasil afora a obra do Pindamonhangabense, Engº João Pedro Cardoso.

Infelizmente, na grande maioria, (salvariam 10%? Duvido.) as solenidades são pró forma, até criaram um termo adequado, "greenwashing" - lavagem verde. Se acham que estou exagerando, atentem para o que ocorre depois que se recolhem os instrumentos. Falta d'água, de adubo, de zelo, ação dos vândalos, ação das formigas, ação dos gatunos, ação dos espertos, destroem quase tudo. Sobra pouco, muito pouco e o pior, as poucas que sobrevivem, quando adultas, vêm os zelosos homens públicos e aquela abençoada Cia de Eletricidade e tomem podas radicais.
A ignorância dessa gente, não lhes permite perceber os inúmeros benefícios que elas nos trazem; absorvem uma tonelada de dióxido de carbono durante sua existência, dá sombra, frescor, beleza, flores, frutos, oxigênio, absorvem até 250 litros de água por dia durante as cheias, controlam o clima, melhoram a qualidade do ar, absorvem poluição, as folhas também absorvem outros contaminantes do ar, como ozônio e dióxido de sulfureto e liberam oxigênio e muito mais benefícios, tanto que o cientista Willian Blake escreveu um dia;
"A ÁRVORE QUE O SÁBIO VÊ, NÃO É A MESMA ÁRVORE QUE O TOLO VÊ",

Laurinha, minha querida, veja aí a Bonsai que você me presenteou. Faz tempo que estou para lhe agradecer, mas, segundo a 2ª Lei da espiritualidade, este é o momento certo e coincidiu com o dia da árvore. Eu a deixo mais dias no quintal para tomar sol, senão tenho receio que não resista. Obrigado. Beijos.
O livro supra é fundamental à causa e pouca gente sabe que se hoje comemoramos o "Dia da Árvore", devemos ao herói pindamonhangabense, Engº João Pedro Cardoso, que juntamente com alguns amigos instituíu esta cerimônia no Brasil, sendo sua primeira comemoração feita na cidade de Araras, no dia 7 de junho de 1902. Rosi, minha nora preferida, a lichieira que seu tio trouxe de São Paulo para mim se desenvolve bem, observa? Está em lugar secreto. Qualquer dia revelo seu paradeiro. Esta foto é de hoje, dia da árvore. Beijos do seu sogrão preferido.

Este livro pode ser adquirido diretamente com o autor, Dr. Francisco Piorino Filho, através dos telefones 0xx12- 3642 - 8416 ou 3645 - 2021 e seu preço está por volta de R$ 10,00.

Eu presenteei com um exemplar desta obra autoridades dos três poderes de Pindamonhangaba. Parece-me que não tiveram tempo de lê-lo. Azar da população que sofre as consequências, pois o aquecimento global aí está para quem quiser ver.

Feliz dia pra vocês, árvores, se é que isso seja possível.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Mexendo em vespeiro e vespeiro dos bravos

Acabamos de receber um e-mail irado e bota irado nisto. Não divulgaremos os remetentes pois assim nos foi pedido. A foto supra é do portal de um dos recantos mais lindos de Pindamonhangaba, como o próprio nome diz, "BOSQUE DA PRINCESA". A vegetação centenária abriga espécies da fauna nativa. Local para meditação, de muita paz, para um estado de calma ou tranquilidade, uma ausência de perturbações.
Pois é, esta banda roqueira, denominada Raimundos, segundo os redatores do e-mail, acabou de ser contratada pela prefeitura municipal Local, para uma exibição no interior do Bosque da Princesa , no próximo domingo, dia 30, às 20,00 horas, sim, às oito horas da noite, ainda segundo os signatários, em comemoração ao dia destinado ao combate ao uso de drogas, promovido por um grupo de cidadãos especializado no seu combate, tanto que na manhã do domingo, um passeio ciclístico está programado, com saída da Praça Monsenhor Marcondes, objetivando conscientizar os jovens a dizer não às drogas.

Não, meus caros leitores, vocês não estão entendendo mal não. É isto mesmo que foi programado. A Banda de Roque Raimundos, se apresentará às 20,00 horas, no Bosque da Princesa, habitado por fauna silvestre, para... Esperem um pouco, acho que não entendi direito. Seria isto mesmo? Alô moçada do e-mail, confirmem por favor esta informação, pois não estou a acreditar.
Perdão meus jovens, as minhas forças não permitem ir além do que já escrevi. Como o bloguito é visto por muitas autoridades pindamonhangabenses, principalmente pela prefeitura local, onde o funcionário (oi companheiro) me acompanha sempre, além do Ministério Público, espero que alguma providência preventiva seja sugerida, senão, só nos restará aguardar pelos estragos materiais e imateriais que a festividade comemorativa, provavelmente, causaráAs demais fotos são dos roqueiros e do Bosque da Princesa, extraídas do Google e o filmete abaixo demonstra a banda em ação. Seriam o local e o horário apropriados?