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.- A ÁRVORE QUE O SÁBIO VÊ, NÃO É A MESMA ÁRVORE QUE O TOLO VÊ! William Blake, londrino, 1800.
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domingo, 21 de fevereiro de 2010

Duas reações sobre a libertinagem dos dias atuais


Estas atitudes me fazem lembrar dos tempos de adolescência.
Não tendo imagem do Grupo Escolar de Inúbia Paulista, coloco esta do Templo da Igreja Batista, colhida por mim em dezembro p.p.

Em Inúbia Paulista o prof Ary Barreira Carrinho, diretor do GEDI - Grupo Escolar do Distrito de Ibirapuera, rigorosíssimo, verdadeiro mestre, com a pedagogia da cinta, (abaixo vídeo) ajudou meus pais a mostrar o caminho a trilhar.
A foto, enviada pelo amigo João Senna, do Colégio Dom Bosco de Tupã, é da 2ª série "A". Eu aí estou e muitos amigos herculandenses se identificarão. O Padre, professor de francês , não é o Diretor, seu nome também não me lembro.

Em Tupã, o Padre Heitor Castoldi, Diretor do Colégio Dom Bosco, (alô companheiros de Herculândia) também era adepto da pedagogia da cinta. Certa vez, em aula de matemática, eu
estava lá no fundão, sonhando, de boca aberta, quando ele me atirou certeiramente um giz e aos berros dizendo:
- Acorda bela adormecida no bosque. Ainda torci para que meus pais não soubessem, senão...
Foto do amigo José Sylvio assinala a profª. Ricardina. E aí está também o Diretor, Senhor Olympio, outro educador exemplar, a Dona Zezé, mãe do José Sylvio e demais educadoras, cujos nomes, infelizmente, não me recordo. Ajuda aí, J. Sylvio.

E em Herculândia, quem não se lembra da professora Dona Ricardina? O J. Sylvio tem histórias maravilhosas sobre essa Mestra, com "M" maiúsculo. Até me trouxe esta foto por ocasião de sua honrosa visita a este estudiozinho.

Os modernistas podem me taxar do que quiserem, mas naquela época podíamos saír às ruas sem maiores problemas. Hoje, caminhar pelo bairro ao lusco fusco, é temerário.
Por estas e outras, fui-me embora pro passado...

(...)
Vou-me embora pro passado /
Que o passado é bom demais! /
Lá tem meninas "quebrando" /
Ao cruzar com um rapaz /
Elas cheiram a Pó de Arroz /
Da Cachemere Bouquet /
Coty ou Royal Briar /
Colocam Rouge e Laquê /
English Lavanda Atkinsons /
Ou Helena Rubinstein /
Saem de saia plissada /
Ou de vestido Tubinho /
Com jeitinho encabulado /
Flertando bem de fininho /
E lá no cinema Rex /
Se vê broto a namorar /
De mão dada com o guri /
Com vestido de organdi /
Com gola de tafetá.
(Jessier Quirino)
Aqui ouvirão o poeta declamando Vou-me Embora Pro Passado...

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Saudade de Herculândia LIV

A Focinhada do Pé de bode

Pouco tempo antes de seu passamento, o Andrezinho Walderramas me lembrou de um fato engraçado que nos aconteceu nos estertores dos anos 50, com a pickup Ford 29, pé de bode do João Mecânico, com carroceria alta, de madeira maciça, que teve os grampos do eixo da frente rompidos num buraco coberto d’água, em plena av. Aymorés, em Tupã, aonde havíamos ido num baile no Buarque de Macedo
; eu, o João Mecânico (João Marques de Oliveira), diz agora o João que o seu irmão Luiz Carlos Garcia também estava presente, embora ele fosse bem novo, mais um professor carioca de nome Danilo, que aqui lecionava e mais um ou dois outros jovens de que não nos recordamos.
.
Lembro-me muito bem que já no baile o mar não estava pra peixe, era 10 pra 1 ou seja: uma dama para 10 cavalheiros e não havia nem para o João, com seu bigodinho misto de Clark Gable com Errol Flynn, mas como choveu a noite toda, ficamos retidos no recinto até o amanhecer, quando o pior ainda estava por acontecer.
.
Cessada a chuva, já de madrugada, saímos e empurramos a camioneta até a av. Aymorés, na descida sentido Santa Casa, para que o motor pegasse no tranco (a bateria não retinha carga). Feito isto, os que estavam empurrando a dita cuja mais na frente, tiveram tempo ainda, em marcha lenta, de subir na cabine (02), e na carroceria, os restantes, e eu, que estava mais atrás, tive tempo apenas de subir no estribo e me segurar no corrimão da carroceria, onde o João me pediu que permanecesse até que o motor aquecesse e a bateria recarregasse.
.
Fizemos a volta no quarteirão, no entorno do Buarque de Macedo e tomamos novamente a av. Aymorés, sentido Herculândia, estrada em terra (a única que havia).
Entretanto, o trecho da Aymorés compreendido entre a r. Tabajaras e a Tapuias, estava em obras, onde a Prefeitura havia revestido tudo com terra vermelha, provavelmente em operação tapa buracos, ou preparando para pavimentação, não me lembro, de sorte que, com a chuva daquela noite e o tráfego dos primeiros caminhões e automóveis demandando às outras cidades da região, se formaram duas trilhas recobertas d’água, naquele lodaçal todo e eu, encarapitado no estribo e o João com o pé no fundo para não encalhar. Subitamente, divisei à distância um alargamento das duas trilhas, formando uma enorme poça d’água. Intui que a mesma poderia encobrir uma enorme cratera preexistente ao aterramento, onde algum caminhão grande e carregado deveria ter encravado naquela noite e a chuva novamente teria encoberto tudo com água. Gritei para que o João detivesse a camioneta e o que você acha que ele fez, ô Sergio? Isso mesmo que você está pensando: afundou o pé até na tabua. O motorzinho do bólido cuspia fogo e urrava como fera indomada enquanto ele me ordenava: “se segura Beltran que já já passamos este atoleiro”. Era lama e água que voava por todos os lados.
Fechei os olhos e esperei o pior. Não deu outra; um estrondo e minhas mãos se soltaram do corrimão. Por alguns segundos me senti no vazio do espaço, literalmente voando e por outros tantos segundos, rolando naquela lama macia, desconfortavelmente fria e úmida, até a completa aterrissagem. Por um instante fiquei paralisado tentando concatenar as idéias e me certificar que estava ileso. Ergui-me, olhando pra traz e ainda de joelhos naquele lodaçal, vi o caos.
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A frente do bólido do João, com pára-choque e tudo, encontrava-se semi enterrada na lama; os paralamas retorcidos, mas e as rodas da frente? Não as via. Sumiram. Colocando-me de pé, também notei que o meu terno azul marinho trocara de cor. Agora era azul marinho vermelho e chegando mais perto de nossa valente viatura, pude entender o que havia acontecido. Ao atingir aquele enorme charco de água e lama, que na verdade encobria uma imensa cratera endurecida que ali deveria preexistir antes de jogarem terra vermelha, as rodas dianteiras do pé de bode sofreram um impacto muito forte na parede posterior dessa cratera, fazendo com que os frágeis grampos que uniam o eixo dianteiro ao feixe de molas, ou deste ao chassi, se soltassem, permanecendo todo o eixo dianteiro no buraco, até juntar-se e emaranhar-se com o eixo traseiro, que veio de traz ao seu encontro, continuando avançando o conjunto chassi, cabine e a carroceria alguns metros mais, sem o trem dianteiro, o que veio a amortecer a força do impacto, para muita sorte daquele bando de jovens “ajuizadíssimos”.
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Assim mesmo, o Andrezinho, bateu com a cabeça no espelho retrovisor e fez apenas um pequeno corte na testa. Os demais, apenas ligeiras escoriações nas mãos e no peito. Nada além disso, graças à Deus. Ai, rumamos a pé até a estação ferroviária para esperar o primeiro trem para Herculândia e eu tive que aturar a gozação, não só de meus companheiros de aventura, como dos passageiros do trem, graças ao meu terno azul marinho vermelho.
O que me espanta, ô Sérgio, é a consciência Jurídica demonstrada pelo João Mecânico, já naquele tempo, em que nem se ouvia falar em dano emergente: material ou moral. “Eu vou processar essa Prefeitura” (entenda-se o município), dizia ele. Mas isso nem foi necessário. Já no primeiro dia útil seguinte, o Município se compôs amigavelmente com o João, reparando a mecânica e a lataria de sua fantástica e valente camioneta, deixando-a novinha em folha, segundo ele me disse depois.
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Foi um final de semana enriquecedor, desses que não se esquece. Ainda que com esses percalços todos, sem televisão, sem Internet, sem globalização, sem telefonia celular, éramos muito felizes e não sabíamos.
De dar inveja às novas gerações, com todas essas modernidades.
Beltran

Grande, meu amigo de juventude, Beltran Marin Gasquez. Crônica perfeita, que relembrou momentos de aventura vividos no nosso torrão natal. Agora vamos às explicações das fotos, as quais poderão ser vistas ampliadas se clicando nas mesmas.

A primeira, atual, é do Beltran, seguida da de época, do João Marques de Oliveira, protagonista da grande aventura. A terceira, encontrei na Net, de modelo parecido com o Fordinho (pé de bode) do João. A quarta foto, de época, registra a Oficina Mecânica do João, atrás do Reo 1949 que era do meu avô. A quinta, também de época, mostra o Andrezinho, de chapéu preto, logo após, seu irmão Tonico e mais lá no fundo, entre os dois, eu mesmo. A última, recente, de uns dois anos, o Fordinho 1929 do Mário, do CAAT - Clube de Autos Antigos de Taubaté.

Esperamos que outras historinhas apareçam por aqui, né não José Sylvio?

Abraços a todos, obrigado pelo carinho e cliquem aí para ouvirem o Rei cantando O Calhambeque.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Saudade de Herculândia LIII

João Marques de Oliveira (sobre o capô), João Garcia, (porta) Toninho e Izídio de Jesus Maia.
Olá Sérgio, Boa Noite:
Segue no anéxo o relato do incidente do pé de bode do João Mecânico para sua leitura em noite que sentir insônia. Ao tentar lê-lo, o sono chega rápido. Acho que está um pouco longo, mas se lhe aprouver, edite no seu blog e será creia, uma honra.

Se achar melhor mais resumido, posso ver o que se pode fazer. Os detalhes foram confirmados com o próprio João Mecânico, por telefone aí em São Paulo, conseguido com o Pedro.

Se quiser entrar em contato com ele, que também tem muitas reminicências daqueles tempos, o telefone é (011 - 4421 - XXXX ou 011 - 4421- XXXX.
Abraços
Beltran

Olá Beltran: Sua crônica está excelente. Faremos pequeno suspense e logo a publicaremos. A foto supra é um atestado de que o João Mecânico era perito em confusões, não? Tem também a história do João com o Padre Alcides, da qual sou testemunha ocular. Qualquer hora conto por aqui. Tenho mantido contato telefônico com ele, pois moramos alguns anos em São Caetano do Sul e nos encontrávamos com regularidade. Sua esposa Maria, é amiga da minha e vez por outra trocam telefonemas, inclusive já estiveram em Pindamonhangaba.
Precisamos conseguir fotos para ilustrar sua crônica.

Você herculandense, quem somos hem, vê se vc lembra, depois digo ok. abços. Edmir Sallim Emed
Aqui esta foto nos foi enviada pelo Mi, indagando quem são os conterrâneos. Vamos lá gente, ajudem na identificação. Abraços Mi e mais uma vez obrigado por colaborar com o bloguito.
Esta foto nos foi enviada pelo Luiz Domingos de Prince, em homenagem ao grande Zinho, João Moreira Emed, com o qual tivemos o prazer de bater um agradável papo no último dia 8 de dezembro.
Abração Zinho.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Saudade de Herculândia LII

Amigos Herculandenses:

Já estou de posse de algum material que vocês me enviaram para publicação, entretanto, estou mesclando textos de Herculândia com outros assuntos, para atender a diversidade do bloguito. Este material não está esquecido não, apenas aguardando o momento da publicação, tá?
Peço a compreensão de todos vocês.
Recortei este detalhe da foto dos escoteiros, do post anterior, onde registra um Fordinho 1929. De quem seria? Do João Correia não era, pois a rodagem me parece aro 16 e a do sr. João era aro 21.
Alguém se habilita?
Abraços amigos.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Saudade de Herculândia L I

Sérgio, descobre nas fotos os Issao (falecido), marido da Ana e meu irmão Ze Augusto.
Um abraço.
Carlito.
Aqui a turma da pesada:
Dr. Naderso Gentile, Francisco
Rodrigues Simões, (ex-prefeito) saudoso José Francisco Stocco, (meu ex-gerente no Banco Agrícola de Herculândia - Soc. Coop. de Resp. Ltda.) saudoso Hélio Luiz Cabrine, (ex-prefeito) Carlito, Roberto Porto e Miguel Moreno.
Bom Carlito, vamos ver se acerto:
Mazzola, não me lembro, Ade, saudoso Walmir, Zé Augusto, Jorge Kaneto e Binho.
Natanael, Walter Kaneto, Carlito, Zequinha, Toninho Couto, Messias e Padeiro.
O saudoso Isao não está aí.

Saudoso Walmir, Adilson, Hélio, Zéferino, Miguel Moreno e Carlito.Sueli Timaco, Saudoso Isao Fukushiro, Adilson Timaco, saudoso Sincô Horie, não me lembro, seria o José Sylvio? José Augusto e Eiko Fukushiro.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Saudade de Herculândia L

Mais uma visita agradabilíssima para a coleção do ecoeantigos. Desta feita foram o Luiz Prince com sua esposa Suzete. Peninha que o tempo foi curto, apenas 4 horas e meia, as quais passaram como foguete. Tem aí um retorno agendado para março. Aguardaremos.
Luiz, Suzete, foi bom demais e nos incentiva a continuar a jornada de saudarmos e reunirmos nossos conterrâneos.
Rubens Emed, muito obrigado por ter indicado este bloguito ao Luiz, não fosse a sua colaboração e estes momentos não teriam sido vividos.
A identificação com a Suzete foi plena. Os valores que cultuamos são de uma convergência incrível. Adorei conversar com ela.
Parabéns Luiz pela magnífica união.
Esperei o casal na entrada de Pindamonhangaba, no pátio do Colonial Hotel e quando nos cumprimentamos, o abraço foi apertado, demorado e carregado de emoção, pois a última vez que vi o Luiz, trajava calças curtas.
Foi um presente dos Céus.
Beijos a todos.
Sérgio.


CLICANDO AQUI, ACESSARÃO O DEPOIMENTO DO JOSÉ SYLVIO SIMÕES PINTO, EM HONROSA VISITA AO NOSSO ESTUDIOZINHO

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Saudade de Herculândia XLIX

João Senna Filho, Dona Nelsa e João Correia Senna, na frente do Fordinho 1929, azul escuro. Olá amigo Sérgio!!!
Como vai??? Tudo bem por aí???? Espero que sim.
Localizei algumas Pérolas de Herculândia (Fotos) e as disponibilizei no meu Album N.º 10 no ORKUT com o nome dos fotografados para que você possa disponibiliza-las no seu BLOG.
Vou tentar localizar fotos da nossa época no Colégio Dom Bosco, onde aparece você, eu, o Rubens Emed, o Levy e outros, todos fardados, rsrsrsrsrsr. Também vou disponibiliza-las.
Cópia desse mail estou encaminhando para o Edmir em Herculândia.
Beltran, Zé Baiano, João Senna, (esqueci, perdão) José Carlos Couto, Natanael, José Carlos, Walter Kaneto, Toninho Couto, esqueci, perdão, Saudoso Sincô Horie e Luiz.

Dê notícias, agora sou motociclista e quem sabe vou visitá-lo qualquer dias desses. Só não me lembro como chegar aí no teu Bairro, tudo mudou..... um abração.

E para você Edmir, ao olhar as fotos procure identificar aqueles que não lembrei do nome, o teu tio Rubens poderá auxilia-lo. Logo logo postarei mais fotos, só estou tentando localiza-las para escaneá-las.

Fiquem com DEUS.

E.T:- A própósito Serjão, porque não organizar uma confraternização em Herculândia para todos os Herculandenses da nossa turma ou de outras que saíram daquela terra. O João Batista já havia pensado nessa ideia e ficou de dar um retorno, mas até agora nunca mais tocou no assunto. Que tal pensarmos nessa ideia.....que achas.....estou disposto a colaborar na localização da trup. Se der certo viajo de motocicleta, rsrsrsrsr, olha a foto dela aí no anexo.Bom, já respondi este e.mail ao João Senna, onde lhe enviei um mapinha para chegar até aqui. Espero que venha mesmo, tá?
Mi, a foto que você enviou com os nomes dos amigos, não abriu, favor enviar em outro arquivo. Só não me lembrei o nome do goleiro e do outro companheiro. O Zé Baiano também não lembrava, mas o José Sylvio me informou.
É isso aí gente, vamos dormir um pouco pois logo mais vou ligar para o Luiz Prince que deve estar aqui por perto.
Abração meus queridos conterrâneos.
Sérgio.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Saudade de Herculândia XLVIII

José Augusto (Bem-te-vi), Paulo (Bem-te-vizinho) e Luiz

Serginho (Pé de milho na sombra)

Olá, tudo bem, sou Luiz Prince, irmão da Ana Maria, do Carlito e do Zé Augusto.
Estou neste momento em Ribeirão Preto (que daqui a pouco irei tomar um chop no Pinguim pois ninguém é de ferro), pois saí hoje pela manhã de Herculândia e estou com minha esposa Suzeti (a qual estou usando seu e-mail) pois estamos em uma semana de férias e fazendo um tour pelo interior de São Paulo, depois irei até Pedreira e na quarta feira estarei indo para o Vale do Paraíba (Aparecida e São José dos Campos).

Em Herculândia ontem encontrei com o Rubens Emed e me disse deste blog, pediu p/ ajudar a alimentá-lo e anexo vai uma foto minha e do meu irmão Zé Augusto e seu filho Paulo, que moram em Porto Nacional/TO, e que visitei em Julho de 2009 (em breve lhe enviarei mais).

Esta idéia de de vocês é maravilhosa em trazer de volta estes momentos da nossa vida em Herculândia, vi fotos que lembro de quase todos, a do time de futebol parece que estou no campo, e olha que era um garoto na época, pois sou de 1.952, o Felix que não o vejo desde que foi embora, o Sergio Garcia, parece que estou vendo no posto de gasolina, pois meu pai tinha caminhão e abastecia no posto que era do seu avô e depois do seu pai, tenho muita saudade de Herculândia.

Um forte abraço
Luiz Prince e esposa
Suzeti Silva de Prince



Olá Luiz;

Que satisfação enorme em receber esta sua mensagem, ver a foto e perceber que vocês, graças ao Patrão, estão inteiraços. A última vez que vi você, ainda usava calça curta. O José Augusto, sempre me saudava como Pé de milho na sombra e eu retribuia com Bem-te-vi. A sua mudança para Porto Nacional/To, lhe fez muito bem, pois remoçou. Tivemos uma convivência muito agradável e sadia, por isso a grande saudade que temos da nossa querida Herculândia. O seu pai, o Romualdo, era grande amigo do meu pai. Claro que me lembro do seu caminhão, aliás, foram vários, e eu, que comecei a trabalhar cedo, o abastecia, como você bem disse, no posto do meu avô.

Aqui vai também um enorme agradecimento ao Rubens Emed, cuja foto ali acima extraí da original que o João Correia Senna também me enviou por estes dias, foi na 2ª série b, do Colégio Dom Bosco de Tupã. Eu estava nessa mesma classe e postarei a foto inteira logo mais.

Hoje tive um dia meio cheio e só agora consegui atualizar o bloguito, mas segundo suas informações, você estará aqui pelo Vale do Paraíba amanhã, então ligarei para o seu celular para convidá-lo a passar por aqui no nosso estudiozinho.

Valeu Luiz, esta sua comunicação me trouxe enorme alegria, pois ressalta os valores que aprendemos na nossa infância e juventude, que nossos pais sempre nos passaram, pois tive oportuninade de falar com o Zinho, João Moreira Emed, no dia 8 de dezembro, quando passamos rapidamente por Herculândia, que do nosso tempo, felizmente, não se registrou nenhum meliante.

Agora que você descobriu o caminho, passe sempre por aqui e qualquer novidade da terra amada nos informe que teremos o máximo prazer em registrar.

Grande abraço Luiz, a você, sua esposa Suzete e a toda sua família.

Sérgio (ex Serginho)

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Saudade de Herculândia XLVII

No último dia dois tivemos o prazer de receber a visita da nossa amiga de infância, a Sanae Horie, a qual estava acompanhada da Nátalie. Após um longo bate papo para atualizarmos as fofocas, as convidamos para um passeio até a vizinha Guaratinguetá, onde se situa o restaurante dançante tradicional, denominado Três Garças, o qual realiza todos os sábados, a partir das 22,30hs., um animadíssimo baile à moda antiga, abrilhantado pelo Conjunto Cuban Boys, que tem no seu cantor Vivaldo uma das atrações de excelência. Infelizmente não nos ocorre o nome da cantora que também interpreta de forma magnífica.
Estávamos com o material no arquivo e nos faltava inspiração para elaborar o filmete, a qual nos chegou há pouco e aí está a obra prima.
Entendeu o porque do silêncio, Sueli? Artista é fogo, só trabalha inspirado. Mostre para a Cris e lhe diga que a levarei aí quando vierem nos visitar.
O ecoeantigos agradece todas as visitas dos nossos amigos, as quais nos dão ânimo para continuarmos a postar nossas garatujas por aqui.
Meire, está vendo o que está perdendo?
Sylvio Simões, está convidado, pois quando aqui esteve, veio buscar fogo.
Beltran, seus envios estão na prateleira aguardando o momento da publicação, tá?
Abraços a todos e obrigado.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Saudade de Herculândia XLVI

Da JABIRACA, do valetão e das tesouradas;

Ola, Bom dia Sérgio;

Relembrando a Jabiraca, não sei se você se recorda ou se nesse dia você teria enforcado a aula, quando a dita cuja, no trajeto de volta para Herculândia, adernou, ou melhor dizendo, caiu no buracão da última subida, antes de Parnazo.

Naquele tempo, asfalto, nem em sonho. Era estrada de terra e areia mesmo, de Herculândia até Tupã e vice-versa. Na noite anterior desse indigitado dia havia chovido copiosamente e como era natural naqueles dias, os veículos procuravam passar sempre pelos mesmos trilhos da estrada para se evitar encalhes e nesse dia os mesmos se situavam do lado esquerdo daquela ultima subida, antes de chegarmos a Parnazo e perigosamente, bem ao lado de um valetão, que pela ação do tempo, mais parecia um estreito de
spenhadeiro.

Pilotava a JABIRACA nesse dia o figuraço do Enoche, que deveria ser irmão de criação do Bigode e naquela subidona toda,
a dita cuja JABIRACA, ,já ocupando a primeira marcha, ia subindo lenta e languidamente aquele aclive, a modorra quase tomando conta de todos aqueles esfomeados, deveria ser por volta das 13:oo ou 14:00 horas e o piloto Enoche, por sua vez e pelo próprio estilo de pilotar, procurando também passar o tempo naquela subidona interminavel, calmamente mostrava as fotos da família para as meninas do banco de trás, quando repentinamente, nada mais do que repentinamente, a Jabiraca vagarosamente, começou a escorregar de lado e aí todas as manobras tentadas pelo timoneiro Enoche, já tomando pé da situação, embora tardiamente, restaram infrutíferas e o Jabiracão, inexoravelmente, veio a cair de lado naquele valetão do lado esquerdo da estrada, ficando com as rodas do lado direito em pleno ar.

Dentro do Jabiracão foi um furdunço. Gritaria, choro e todo mundo ao mesmo tempo procurando se safar daquela situação incomoda, pela porta e também pelas janelas.

Foi um "quiproquo" como se diz e naquele alvoroço todo, ainda teve alguém que eu já não me lembro quem, se
o Carlito ou o saudoso Geraldo, (Sérgio diz:Creio que foi o saudoso Flávio Simões) ou quem quer que fosse, que teve a pachorra de gritar mais alto que os outros:
"CADÊ O MEU GIBI !!!!!..."
Abraços
Beltran

PS. Qualquer dia desses, em outra oportunidade, vou te lembrar do dia em que duas meninas, dentro da JABIRACA, se pegaram a tesouradas.

Bom meu querido Beltran:
Você descreveu com incrível fidelidade este incidente ocorrido. Pena que não tenhamos fotos da época para ilustrar, entretanto, remexendo o bau, encontrei estas duas poses de outro incidente ocorrido nessa mesma estrada, o que confirma sua detalhada narrativa.
Este incidente aconteceu com o caminhão Reo, ano 1949, que era do meu avô e dirigido pelo meu tio Jesus, esse que está internado no Hospital Evangélico de Tupã, vitimado por AVC. Interessante que o PM que lavrava o boletim de ocorrência, no paralama do Jeep da Delegacia de Polícia de Tupã, também era o meu tio Antonio.

Quanto às tesouradas, podemos contar sim, entretanto, sem citar nomes, né, não?

Muito bem Beltran, recordar é viver.
Muito obrigado pelo carinho e um grande abraço a você e aos nossos amigos herculandenses.

PS: Bom ressaltar que este trecho da estrada pertencia ao município de Tupã, sendo Parnazo seu Distrito. O trecho de rodovia que pertencia a Herculândia sempre foi dos melhores conservados de toda a região e vocês são testemunhas.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Saudade de Herculândia XLV

Olá Beltran:
Encontrei no baú esta foto que era do meu pai. Este banco ainda está debaixo da árvore de fronte ao Posto Petrobrás. Veja na foto abaixo.
Oportunamente mostrarei a sequência desta árvore cinquentenária crescendo, pois tenho no baú umas 3 ou 4 poses, em várias décadas, na qual as cias de eletricidade e/ou telefonia deram uma sapecada violenta, sem necessidade. Sempre esteve aí e nunca atrapalhou ninguém, agora vêm estes (censurado) tirando sua beleza e utilidade.
Abração Beltran e demais conterrâneos.
ET: tem uma frase de um cientista, dita em 1792;
"A ÁRVORE QUE O SÁBIO VÊ, NÃO É A MESMA ÁRVORE QUE O TOLO VÊ."
Willian Blake.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Saudade de Herculândia XLIV

Sérgio:
Você e eventualmente alguns de seus leitores que tenham passado sua infância e adolescência em Herculândia, ao verem esta foto do banco do "Jardim" que ainda permanece no local, certamente irão se lembrar do antigo padeiro de Herculândia, o saudoso CARLOS MANSO, que aqui atuou do início até cerca do final dos anos 50.
Beltran

Olá meu caro amigo de juventude Beltran; Claro que nos lembramos do sr. Carlos Manso. Ele distribuía pão em uma carrocinha fechada, toda branca. Passava em casa todos os dias, pois minha mãe era freguesa regular dele.
Aproveito o gancho da sua foto para mostrar ao Brasil e ao mundo que Herculandia, a capital das mudas, já pode acrescentar neste dístico o verde, passando a chamar-se,
Herculândia, a capital das mudas e do verde, pois como somos fissurados em árvores, por onde
passamos vamos registrando essas maravilhas que só nos trazem benefícios e como diz o poeta,
as árvores nos dão frutos, sombra, ar puro, passarinhos a cantar, equilibra a ecologia, retém
as águas pluviais, purifica o ar, nos dá oxigênio, absorve toneladas de dióxido de
carbono, evita doenças e quando está a morrer, nos oferece madeira, lenha, carvão...
Com os últimos noticiários tristes, podemos perceber o quanto a natureza reage
quando o homem, se achando muito sabido, maltrata o meio ambiente e o pior
é que não aprende, passado o susto, volta a proceder como esperto e tomem agressões
irresponsáveis por um punhado de reais.
Valeu meu querido Beltran. Um abração e continue nos mandando notícias do torrão amado.Pena que o Bradesco, com seu discurso ecológico, mas só virtual, tenha cortado essas duas frondosas árvores que aí estavam desde a nossa juventude, tudo porque, creio, ofuscava
seus dois lindos, maravilhosos e deslumbrantes logotipos.Ou seria que as reuniões que os nossos amigos faziam debaixo da magestosa sombra feriam a imagem desse conglomerado financeiro? Vejam a diferença entre as duas fotos. Lamentável.
Sérgio.