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.- A ÁRVORE QUE O SÁBIO VÊ, NÃO É A MESMA ÁRVORE QUE O TOLO VÊ! William Blake, londrino, 1800.

domingo, 9 de outubro de 2011

Tango Cambalache cantado por Carlos Gardel con imagenes del Siglo XX

Bom dia, mestre Fagundo.

Acordei, hoje, com o tango “CAMBALACHE” na memória e lembrei-me

das tuas críticas sarcásticas e hilariantes. Esse tango, que foi lançado em

1942, é pouco conhecido nas plagas tupiniquins. Tanto é desconhecido,

que só foi traduzido pelo “Maluco beleza”, Raul Seixas. Ele manteve a

originalidade quase “in totum”, só mudou aquilo que realmente não tinha

correspondência em termos de tradução. Por ora, segue somente a tradução,

depois te mando a letra original em Espanhol.

Cambalache – tango

Enrique Santos Discépolo - Lançado em 1942

Versão: Raul Seixas

Que o mundo foi e será uma porcaria, eu já sei.

Em quinhentos e seis e em dois mil também.

Que sempre houve ladrões, maquiavélicos e safados,

contentes e frustrados, valores e confusão.


Mas que o século vinte é uma praga, de maldade e lixo,

já não há quem negue.

Vivemos atolados na lameira

e no mesmo lodo, todos manuseados.

Hoje em dia dá no mesmo ser direito ou traidor!...

Ignorante, sábio, besta, pretencioso ou afanador.

Tudo é igual! Nada é melhor!

É o mesmo um burro que um bom professor!

Sem diferir, é sim senhor,

tanto no norte ou como no sul.

Se um vive na impostura

outro afana em sua ambição,

Dá no mesmo seja padre, carvoeiro,

reis de paus, caradura ou senador.

Que falta de respeito, que afronta pra razão.

Qualquer é um senhor! Qualquer é um ladrão!

Misturam-se Beethoven, Ringo Star e Napoleão,

Pio IX e Dom João, John Lennon e San Martin.

Igual como na frente da vitrine,

esses bagunceiros se misturam a vida

feridos por um sabre já sem ponta,

Por chorar a Bíblia junto ao aquecedor.

Século vinte cambalache problemático e febril!...

O que não chora não mama.

Quem não rouba é um imbecil.

Já não dá mais! Força que dá!

Que lá no inferno nos vamos encontrar!

Não penses mais, senta-te ao lado.

Que a ninguém importa se nasceste honrado.

Se é o mesmo que trabalha noite e dia, como um boi,

se é o que vive na fartura, se é o que mata,

se é o que cura, ou mesmo um fora-da-lei.

Nobre Causídico dos Pampas, Bom Dia!

EU não faço críticas. Limito-me a observar o que está
acontecendo.


Embora não concorde totalmente com a letra, reconheço
que em 1942, ano em que nasci, o autor já era um vidente.


É lamentável que até hoje as coisas não mudaram muito.
Noventa por cento é nossa triste realidade.

O sábio Lin P. K. vive repetindo que a ignorância de muitos
é a festa de uma minoria que deita e rola, enquanto a
massa se esfola!

Bem, o bloguito colabora com a dupla dinâmica postando o cambalacho original.
Abração meu povo;

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